Por Terras do Mundial
Notícia 109 - 2010-04-30 14:42:55
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País de dois oceanos (Atlântico e Índico), três capitais (Pretória, a administrativa, Cidade do Cabo, a legislativa, e Bloemfontein, a judicial), dos Big Five (leão, leopardo, elefante, hipopótamo e rinoceronte), e do Campeonato do Mundo de Futebol de 2010... Difícil, na África do Sul, é escolher o melhor roteiro: no sul, a viagem rodoviária por algumas das paisagens litorais mais bonitas do hemisfério sul, a Rota Jardim; a leste, da multiétnica Durban; e, já na fronteira com Moçambique, o melhor safari do mundo no kruger park onde os animais vivem soltos e livres em plena savana.
Apesar das cicatrizes do apartheid serem ainda visíveis e embora após mais de uma década de experiência democrática, persistirem altos índices de pobreza e criminalidade, a África do Sul vai superando essas mazelas aos poucos e oferece atracções turísticas que vão muito além dos estereótipos.

Quem procura luxo, encontrá-lo-á nos hotéis de luxo na Cidade do Cabo ou de Joanesburgo, ao passo que a Costa Selvagem faz a delícia dos aventureiros e os safaris a das famílias em viagem. Na contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2010, o interesse pelo país tem vindo a crescer bastante e a África do Sul já começou a preparar-se para receber a competição e os milhões de turistas que aproveitam a ocasião para partir à descoberta deste belo destino turístico.
Na Cosmopolita Durban, a mistura de culturas é evidente... Dentro do Victoria Street Market, indianos vendem temperos, carnes, peixes, saris e quase tudo o que possa imaginar. Mas se o que se procura é um elixir do amor ou algum outro feitiço, não será difícil encontrar um sangoma, o tradicional curandeiro zulu.
Para além disso, Durban é também senhora de um dos mais apetecíveis trechos litorais do país, o Golden Mile. Banhadas pelo Oceano Índico, as suas praias são aquecidas pelas correntes quentes vindas de Moçambique e são locais de eleição para a prática de surf ou bodyboard, sendo que no calçadão se concentram os principais hotéis e resorts, restaurantes, bares, feiras de artesanato, passeios de riquixá e muitas outras atracções.
Joanesburgo, a maior cidade do país e antiga capital do ouro no mundo é uma cidade cosmopolita que vive actualmente uma profunda transformação. Bairros cheios de shoppings sofisticados e restaurantes caros, antes apenas frequentados por brancos, começam agora a abrir-se também à comunidade negra mesclar que desde o fim do apartheid, ascendeu socialmente.
Além disso, Joanesburgo não é uma cidade no sentido clássico, mas um arquipélago de distritos e sub-distritos ligados por auto-estradas.
Sandton, Melrose, Melville e Rosebank são alguns dos nomes associados a lugares com mansões, bons restaurantes, gigantescos shoppings e hotéis cinco estrelas. Os complexos de lojas de Sandton City e Nelson Mandela Square (interligados por uma passarela coberta sobre a rua) são labirintos repletos de lojas, livrarias e cafés.
Na zona sudoeste está Soweto, o mitológico distrito donde De lá saíram Nelson Mandela, Desmond Tutu e milhares de estudantes e jovens desempregados que derrubariam o apartheid.
O Soweto não é apenas uma das maiores favelas do mundo, mas também um lugar carregado de história. Aproveite para conhecer o Museu do Apartheid, localizado entre Soweto e a área central de Joanesburgo e fique a conhecer como era a vida dos negros sob o regime segregacionista. Logo à entrada, o visitante é classificado de acordo com a tonalidade da pele, como era feito com os negros e mestiços sul-africanos nos tempos do apartheid.
Joanesburgo requer uma dose de tolerância do visitante, mas se tomar os devidos cuidados, como usar táxis recomendados por hotéis e não se aventurar desacompanhado por lugares de má reputação, vai ver que tudo correrá bem.
A poucos quilómetros do Kruger Park, fica Nelspruit, ali é possível ver os famosos Big Five (leão,
elefante, búfalo, rinoceronte e leopardo). Nelspruit foi fundada no começo do século 20 e sempre se manteve sonolenta, cravada na rota de Johannesburgo para Maputo, a capital de Moçambique, mas desde o fim do apartheid tornou-se um dos principais destinos turísticos do país, com um novo distrito comercial, lojas, restaurantes, hotéis. Seu clima subtropical, perfeito para o cultivo de laranjas, e o terreno pantanoso já valeram a Nelspruit o apelido de Flórida sul-africana.
De todas as cidades - sede do Mundial de 2010, Nelspruit é das que mais justificam uma visita por toda a sua envolvente natural.
Para quem quiser "ensaiar" para um safári, o Lowveld National Botanical Gardens, nas margens do Rio Crocodile, tem 600 espécies de árvores e 250 de pássaros, além de cascatas e trechos de mata fechada. É seguro, perto do centro e bem mais barato que o Kruger.
Um pouco mais a norte, com fácil acesso por estrada pavimentada, o Blyde River Canyon é uma das grandes atracções da África do Sul, ainda que menos visitado do que deveria. É um dos poucos "cânions verdes" do continente, com desfiladeiros a dividir o espaço com a vegetação de savana. Em alguns pontos, a erosão provocada pelo Rio Blyde criou formações dignas de paisagens lunares. Um lugar a visitar!





